1º de Agosto Dia Mundial da Amamentação: é preciso criar ambientais favoráveis

A amamentação é inerente a condição humana. No entanto, as dificuldades continuam acontecendo nesse processo e uma das principais causas, segundo o médico da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Roberto Issler é a falta de apoio para mãe. Nos locais de trabalho, ainda ocorrem restrições que podem ser físicas ou comportamentais. No âmbito familiar, também há casos de familiares que desestimulam.

“A maioria das mães quer amamentar, mas muitas vezes não encontra o ambiente para isso. É preciso tomar atitudes que em hipótese alguma venham a impedir, dificultar ou dar mensagens inibidoras. Todas mulheres têm condições de produzir o leite para o seu bebê e estudos recentes mostram que há efeitos a médio e longo prazo. O leite materno previne situações agudas como infecções respiratórias e otite. A médio e longo prazo já existem estudos que mostram uma ação preventiva ao colesterol alto e à obesidade infantil”, disse.

A amamentação, como alimentação essencial no primeiro ano de vida, já é bastante difundida. O pediatra José Vicente Spolidor, no entanto, chama a atenção para que seja feito um acompanhamento sempre com o pediatra que vai avaliar o crescimento e desenvolvimento do bebê nesse período.

“A amamentação é o elemento mais importante, sem dúvida, e vai atender todas as necessidades. Nas crianças que, por algum motivo, isso não é possível o indicado é o uso de fórmulas infantis. Hoje elas atendem bem as demandas nutricionais que permitem um crescimento harmônico e seguro. As diferenças entre as marcas são sutis e os pais devem analisar a relação custo-benefício”, explica.

A nutricionista e consultora Internacional em Lactação, Rosane Baldissera, reforça que o leite materno é o melhor alimento do mundo. “Temos inúmeros componentes no leite materno que são feitos para nossa espécie. Além de oferecer todos nutrientes, tem o diferencial do que chamamos de material vivo, que são hormônios e células de defesa”, disse. A recomendação mundial, endossada pela OMS desde a 54º Assembléia Mundial da Saúde realizada em Genebra, em 2001, é a de que o aleitamento deve ser exclusivo até os 6 meses e complementado através da adição de alimentos variados até os dois anos ou mais.

Na foto: Roberto Issler e Rosane Baldissera

Texto e imagem de Marcelo Matusiak, da PlayPress Assessoria e Conteúdo

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