Diferença salarial entre homens e mulheres é destaque no Fórum Econômico Mundial, em Davos

Palestras e artigos publicados no site da 48ª Edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), enfatizaram a importância da participação feminina em grandes empresas e na igualdade de gênero em toda a força de trabalho. Alguns dados fornecem o papel desempenhado por executivas na condução econômica. Por exemplo, pesquisa do LinkedIn descobriu que as mulheres são menos de 50% dos líderes em todas as indústrias analisadas – e em alguns campos, como energia, mineração ou fabricação, a representação é muito menor, com menos de 20%.

A taxa de progresso para elas tem sido lenta também: durante a última década, a proporção aumentou em pouco mais de 2% nas 12 indústrias estudadas. “Graças à nossa visão única de tendências de mercado em tempo real, o LinkedIn pode fornecer com mais profundidade estas informações, antes historicamente reunidas por governos ou ONGs”, ressalta Sue Duke, diretora de políticas públicas do site de negócios com formato de uma rede de relacionamento.

Os dados do LinkedIn apontam que a liderança corporativa feminina ultrapassa os 40% nos setores em saúde, educação e organizações sem fins lucrativos. São trabalhadoras na ativa por gerações e, portanto, com mais tempo e oportunidades para se encaixar em papéis de comando. “Infelizmente, as indústrias tendem a pagar menos para as mulheres. Quando elas entram em uma profissão em grande número, o salário diminui”, acrescenta Duke.

A rede de relacionamento encontrou uma forte correlação entre a representação feminina em cargos de liderança em uma determinada indústria e as taxas de contratação de mulheres líderes. “Embora o Relatório Global de Cotas de Gênero demonstre o progresso que foi feito na última década, é claro que ainda temos um longo caminho a percorrer”, completa a diretora.

A igualdade para as mulheres na força de trabalho somaria US$ 28 trilhões para a economia global até 2025, de acordo com um relatório do McKinsey Global Institute. Mas, para atingir o número é preciso ultrapassar barreiras. Pesquisa da Unilever e outras autoridades líderes reforçam que normas sociais e padrões prejudiciais limitam as expectativas das mulheres. “O ideal é um mundo em que todas possam criar o tipo de vida que desejam liderar, sem restrições ou estereótipos. Isto requer colaboração e parcerias entre empresas, governos e sociedade civil. Uma magnitude e alcance completamente diferentes do que nós conseguimos no passado”, completa Paul Polman, diretor executivo da Unilever.

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