Diversidade feminina é destaque no Congresso americano

Elas são amigas, democratas, e estão prestes a se tornar as primeiras mulheres muçulmanas no Congresso americano, oferecendo um forte contraponto às políticas existentes em Washington, e em todo o país. Ilhan Omar, uma parlamentar do estado de Minnesota e ex-refugiada somali-americana, poderá ser eleita em novembro. E em Michigan, na semana passada, a palestino-americana Rashida Tlaib venceu sua primária na área de Detroit e concorre sem oposição. Ambas representam um novo acréscimo à diversidade eleitoral.

Nascida na Somália, Ilhan passou quatro anos de sua infância em um campo de refugiados queniano antes de se mudar para os Estados Unidos. Seu distrito engloba Minneapolis e arredores da área suburbana, lar da maior comunidade somali do país. A democrata Tlaib, nascida em Detroit e filha de imigrantes palestinos, venceu sua primeira eleição. Em seu distrito, menos de 5% da população se identifica como árabe-americano. Tlaib e Omar defendem políticas de esquerda, incluindo o Medicare for All, um salário mínimo de US$ 15 e faculdade gratuita.

Seus apoiadores são os imigrantes, que, após as vitórias, celebraram a democracia americana, apesar de uma administração particularmente hostil às suas comunidades. “Vou lutar contra toda estrutura racista e opressiva que precisa ser desmantelada”, declarou Tlaib. Várias outras mulheres muçulmanas estão concorrendo ao Congresso em distritos onde as primárias ainda não ocorreram, incluindo Deedra Abboud, no Arizona, e Tahirah Amatul-Wadud, em Massachusetts. Mais de 90 muçulmanos entraram na  corrida eleitoral neste ano, segundo a Jetpac, organização sem fins lucrativos que defende os muçulmanos americanos na política. Atualmente, 146 mulheres venceram as primárias democratas em 2018.

 

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