Mulheres e o feminismo em destaque na Feira do Livro de Porto Alegre

Uma programação repleta de autoras é um dos destaques da 64º Feira do Livro de Porto Alegre, que ocorre de 1º a 18 de novembro de 2018. O protagonismo das mulheres, com suas diferentes vivências, estará presente em mesas, saraus, oficinas e homenagens durante toda a programação. Partindo da interseccionalidade, as atividades propõem também reflexões através da perspectiva do feminismo, das mulheres LGBTIs e das mulheres negras. O protagonismo delas, com suas diferentes vivências, estará presente em mesas, saraus, oficinas e homenagens durante toda a programação.

Partindo da interseccionalidade, as atividades propõem também reflexões através da perspectiva do feminismo, das mulheres LGBTIs e das mulheres negras. Marcam presença nesta edição autoras como a ruandesa de expressão francesa Scholastique Mukasonga, considerada uma das maiores vozes literárias da África. Durante sua trajetória conviveu desde a infância com a violência e a discriminação oriundas dos conflitos étnicos em seu país, marcando fortemente sua trajetória na literatura. Mudou-se para a França, onde vive até hoje. Outros destaques são as presenças das norueguesas Marta Breen e Jenny Jordahl, autoras do livro “Mulheres na luta: 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade” e a editora, escritora e tradutora Paula Anacaona, que discute o lugar da mulher negra na sociedade franco-brasileira através da observação de suas experiências pessoais  e de sua obra Tatou, que reflete essa inquietação.

Marta Breen e Jenny Jordahl

Novamente, uma patrona

Pela segunda vez uma mulher é eleita patrona. A poeta Maria Carpi foi anunciada na noite desta quinta-feira (18), no Centro Cultural da Ufrgs, com a presença de representantes de entidades públicas e privadas da área cultural, escritores, associados da Câmara Rio-Grandense do Livro e imprensa. Após o anúncio, realizado pela antecessora, Valesca de Assis, a escritora foi ovacionada pelo público e recebeu flores. “Eu publiquei com 50 anos de idade meu primeiro livro, então sempre digo que a poesia esperou por mim. Pois a Feira do Livro também esperou por mim”, celebrou ela.

Nascida em Guaporé, Rio Grande do Sul, em 1939, Maria Carpi estreou na literatura em 1990, aos 51 anos. Uma das escritoras mais respeitadas da poesia contemporânea brasileira, recebeu o reconhecimento da crítica através de diversos prêmios e distinções. Entre eles, figuram a Menção Honrosa no Casa de las Américas em 1999, em Cuba; o Revelação da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1990, o Erico Veríssimo em 1991, por Desiderium Desideravi; vencedora quatro vezes do Prêmio Açorianos de Literatura, categoria Poesia. Além desses, foi três vezes premiada pela Associação Gaúcha dos Escritores, Livro do Ano, categoria Poesia, em 2004, 2006 e 2007. Essa última obra obteve no ano anterior, 2006, a premiação Livro do Ano – categoria Poesia – pela Rede Pampa, Nacional e Sul. Publicou obras como Os cantares da semente (1996), A migalha e a fome (2000) e O cego e a natureza morta (2016).

 

 

 

 

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