Os benefícios do leite materno

Segundo a OMS e Unicef, cerca de 6 milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o 6º mês de vida. Capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos, o leite materno protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, reduz risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta.

Para a mãe, a amamentação reduz o peso mais rapidamente após o parto, ajuda o útero a recuperar o tamanho normal, diminui o risco de hemorragia e anemia e reduz o risco de diabetes e de desenvolver câncer de mama e ovário. Um estudo publicado em 2016 mostrou que, 823 mil mortes de crianças e de 20 mil de mães poderiam ser evitadas a cada ano com a ampliação da amamentação. O mesmo estudo também mostrou que, um aumento de 10% na amamentação exclusiva até os seis meses ou continuada até os dois anos reduz a mortalidade infantil.

O leite materno é um alimento completo. Por isso, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração. Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes. Há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.

Número e duração das mamadas

Recomenda-se que a criança seja amamentada na hora que quiser e quantas vezes quiser. É o que se chama de amamentação em livre demanda. Nos primeiros meses, é normal que a criança mame com frequência e sem horários regulares.

Em geral, um bebê em aleitamento materno exclusivo mama de oito a 12 vezes ao dia. Muitas mães, principalmente as que estão inseguras e as com baixa autoestima, costumam interpretar esse comportamento normal como sinal de fome do bebê, leite fraco ou pouco leite, o que pode resultar na introdução precoce e desnecessária de complementos. A mãe deve deixar o bebê mamar até que fique satisfeito, esperando ele esvaziar a mama para então oferecer a outra, se ele quiser.

O leite do início da mamada tem mais água e mata a sede; e o do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. No início da mamada, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor a primeira mama oferecida. Por isso, é bom que a mãe comece cada mamada pelo peito em que o bebê mamou por último na mamada anterior. Assim o bebê tem a oportunidade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.

O tempo de permanência na mama em cada mamada não deve ser fixado, haja vista que o tempo necessário para esvaziar uma mama varia para cada dupla mãe/bebê e, numa mesma dupla, pode variar dependendo da fome da criança, do intervalo transcorrido desde a última mamada e do volume de leite armazenado na mama, entre outros.

Dúvidas

Não é normal sentir dor na hora de amamentar: Sentir os mamilos muito doloridos e machucados não é normal e requer intervenção. Alguns dos problemas que as mulheres enfrentam na amamentação, sobretudo no início, são rachaduras no bico do peito e mastite. Os bancos de leite auxiliam as mães sobre a pega do bebê, como ordenhar as mamas, entre outras dúvidas sobre a amamentação. Saiba mais: http://www.blog.saude.gov.br/m7qcor

Como fazer uso seguro de medicamentos durante a amamentação: Uma das dúvidas comuns entre as mães que amamentam é saber se podem tomar medicamentos. O Ministério da Saúde orienta que as mulheres conversem com um profissional de saúde para fazer uma seleção cuidadosa daquilo que utilizam, para que possam amamentar com segurança. Veja: http://bit.ly/2vEK4I6

Comecei a amamentar. E agora, como me alimentar? Uma boa alimentação da mãe é muito importante durante este período. Afinal, o leite materno é o alimento mais completo e indicado para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Quer saber algumas dicas sobre como se alimentar durante a amamentação, acesse http://www.blog.saude.gov.br/jw5a8j

Fonte: Blog do Ministério da Saúde

 

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