Outubro Rosa: cigarro, obesidade e álcool e o câncer de mama

Estudo divulgado no The New York Times com mais de 100 mil mulheres na Noruega e na Suécia revelou que fumantes de 10 ou mais cigarros por dia, durante 20 anos, tinham maior risco de desenvolver câncer de mama invasivo. Meninas adeptadas do tabagismo antes dos 15 anos eram quase 50% mais propensas a contrair a doença.

Editorial no The Journal of Clinical Oncology afirmou que até 20 mil mulheres nos Estados Unidos continuam a fumar, mesmo depois de um diagnóstico positivo. Pois para os autores, Dr. Barbara A. Parker e John P. Pierce, da Universidade da Califórnia, em San Diego, pacientes que deixam de fumar podem adicionar significativamente os benefícios da quimioterapia e da radiação pós-operatória.

Outro fator importante é o controle do peso. O índice de massa corporal está ligado ao risco de desenvolver a doença, em especial se a mulher carrega muito do excesso em torno da cintura, podendo diminuir também as chances de sobrevivência.

Um terceiro fator claramente relacionado ao risco de câncer de mama é o álcool. Mulheres que ingeriam uma bebida alcoólica por dia tinham um risco aumentado de 5% de desenvolver câncer de mama pré-menopausa, diz um relatório de 2017, produzido pelo World Cancer Research Fund e o American Institute for Cancer Research. Na pós-menopausa, o percentual fica em 9%.

Cardápio e exercícios físicos

A dieta amplamente promovida como proteção contra doenças cardíacas também é mais eficaz contra o câncer de mama. O cardápio ideal é formado por vegetais, frutas e grãos ricos em fibras e cereais integrais. Não é aconselhável o consumo excessivo de gordura saturada, como, por exemplo, carne vermelha, gema de ovo, leite, doces, pão e arroz branco, alimentos e bebidas açucarados, gordurosos e salgados.

Utilizar preferencialmente gordura monoinsaturada (óleo de oliva, de canola, abacate, nozes e castanhas) e gordura poli-insaturada (peixes, óleo de fígado de peixe e óleos vegetais como soja, girassol e milho). Já o relatório do Instituto Americano de Pesquisa do Câncer (AICR) e do World Cancer Research Fund (WCRF) revelou, pela primeira vez, que um exercício vigoroso, como corrida ou ciclismo, diminui o risco de câncer de mama pré e pós-menopausa. Fontes: The New York Times; U.S.News; American Institute for Cancer Research; Sociedade Brasileira de Mastologia e The Guardian.

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