Participação das mulheres aumenta na Câmara. PSOL e PT lideram presença feminina.

A bancada feminina na Câmara dos Deputados será composta por 77 mulheres na próxima legislatura (2019-2022) – o que representa 15% das cadeiras. Hoje, a bancada feminina representa 10% do Parlamento, com 51 deputadas. Entre as eleitas, 43 ocuparão o cargo de deputada federal pela primeira vez. O Distrito Federal, que elegeu 5 mulheres em uma bancada composta por 8 deputados, foi proporcionalmente o ente da Federação que mais elegeu deputadas. Em termos absolutos, o estado com maior número de deputadas é São Paulo, com 11 mulheres na bancada de 70 deputados.

A nova bancada feminina eleita é diversa em termos ideológicos e partidários. Por exemplo, entre as deputadas eleitas, 9 são do PSL – partido do candidato a presidente Jair Bolsonaro – e 10 são do PT – partido do outro candidato à Presidência da República, Fernando Haddad. O percentual de mulheres concorrendo ao cargo de deputada federal nestas eleições foi de 31% das candidaturas, percentual semelhante ao de 2014. Esse número é pouco superior ao número de candidaturas femininas exigido pela Lei das Eleições (9.504/97), que é de 30% do total. Até este ano, o Brasil ocupava a 154ª posição em ranking de participação de mulheres no Parlamento elaborado pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar (UIP) em 2017, o qual analisou 174 países.

Os partidos de esquerda que mais ganharam representantes femininas foram o PSOL, que só tinha Luiza Erundina e agora terá as jovens Áurea Carolina (MG), Talíria Petrone (RJ), Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP); e o PT, que ganhou a Professora Rosa Neide (MT), Marília Arraes (PE), Rejane Dias (PI) e Natalia Bonavides (RN), sem contar com a senadora Gleisi Hoffmann, que agora será deputada pelo Paraná. O mesmo aconteceu com Lídice da Mata, do PSB baiano, eleita para a Câmara.

Representatividade

A candidata Joenia Batista de Carvalho, a Joenia Wapichana, da Rede, foi eleita deputada federal por Roraima. É a primeira vez que uma mulher indígena consegue uma vaga na Câmara dos Deputados – em mais de 190 anos de existência da Casa. A candidata Erica Malunguinho da Silva, do PSOL, eleita deputada estadual por São Paulo, é a primeira mulher transgênero a conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa Paulista – em mais de 180 anos de existência da Casa. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, elegeram-se nove deputadas. Zilá Breitenbach (PSDB) coordena a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência; Silvana Covatti (PP), tem como plataforma de governo políticas públicas voltadas às mulheres e, Sofia Cavedon (PT), o empoderamento feminino.

 

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