Seminário internacional aborda importância da participação política das mulheres

Teve início, nesta segunda-feira (11), o Seminário Internacional Equidade de Gênero: Representação Política de Mulheres – Diálogo Países Nórdicos, Brasil e América Latina. Promovida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), ONU Mulheres, Flacso, Clacso, Eurosocial e Embaixadas dos Países Nórdicos, a atividade acontece nos dias 11 e 12 de junho, em Brasília-DF.

A coordenadora-geral de Cidadania, Exercício de Direitos, Saúde, Poder, Educação e Cultura da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM), Irina Storni, frisou que “uma democracia não se faz por inteiro com a representação que nós temos hoje no parlamento e nos cargos de poder do Brasil”. “Não avançamos como deveríamos ter avançado. A falta de participação das mulheres na política não é porque não gostamos, nós gostamos sim! Queremos participar, e sabemos que lugar de mulher é na política”, explicou.

Segundo a representante da Delegação da União Europeia no Brasil, Cláudia Gintersdofer, “a igualdade de gênero traz a verdadeira democracia pela inclusão e participação efetiva das mulheres”. “É aumentar influência da pauta feminina na política”, falou. O embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng, esclareceu que “a equidade de gênero não é somente uma questão de valores, mas também uma questão de senso comum”. “Se você quer crescer como país, economicamente, e em todas as outras áreas também, você deve utilizar todos os seus recursos, e não somente metade. Mas isso não é feito da noite para o dia. É necessário um esforço”, disse.

Experiência de países nórdicos

O evento busca abordar a trajetória da representação política das mulheres no Brasil e América Latina, bem como a experiência específica dos Países Nórdicos, uma vez que estes países se encontram em posição de liderança nos índices de igualdade de gênero em diversas dimensões. As embaixadas da Suécia, da Noruega, da Finlândia e da Dinamarca lançaram o projeto Diálogos Nórdicos, com a finalidade de incentivar o debate e a troca de experiências para que a sociedade brasileira alcance maior nível de consciência sobre a igualdade de gênero. A programação inclui debates, exibição de filmes e outras atividades artísticas em várias cidades brasileiras.

Segundo o embaixador da Suécia, Per-Arne Hjelmborn, para o país, a questão de igualdade de gênero é “foco relevante de políticas de governo”. “Cinquenta por cento dos participantes do governo sueco são mulheres e, entre 45% e 50% dos representantes dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia) no Parlamento são do sexo feminino”, disse Hjelmborn.

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