Sessão pelo Dia da Mulher teve entrega do Diploma Bertha Lutz no Senado

Crédito: Geraldo Magela Agência Senado

Agraciadas com o Diploma Bertha Lutz, a major Denice Santiago, a professora Raimunda Lira de Brito, a ativista Diza Gonzaga e a diplomata Isabel Cristina Heyvaert com o presidente do Senado, Eunício Oliveira

Entre as agraciadas do Diploma Bertha Lutz estavam a major da Polícia Militar da Bahia Denice Santiago Santos do Rosário, responsável por ações em defesa dos direitos das mulheres; e a ativista gaúcha Diza Gonzaga, que dirige o programa Vida Urgente, pela educação no trânsito. A lista se completa com os nomes da diplomata Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert; da professora Raimunda Luzia de Brito, ativista pelos direitos da população negra no Mato Grosso do Sul; e a escritora paulista Tatiane Bernardi Teixeira Pinto, a única que não esteve presente, por motivos profissionais.

Bertha Lutz foi uma das pioneiras na luta pelo voto feminino e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres em todo o nosso País. Foi responsável pela criação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, entidade que tinha como principal bandeira a luta pela extensão de direito de voto às mulheres.

Agenda de reformas

Questões tradicionais da pauta feminina foram abordadas por senadoras e deputadas, como os índices de violência contra a mulher, as diferenças salariais em relação aos homens e a ausência em cargos de comando e projeção em todos os Poderes, inclusive no Legislativo. Nesse ano, contudo, as propostas de reformas encaminhadas pelo governo ao Congresso ganharam destaque, sobretudo a que muda o sistema previdenciário (PEC 287/2016).

Lídice da Matta (PSB-BA) afirmou que o “não” à reforma da Previdência se tornou a principal bandeira das manifestações em todo o Brasil neste 8 de março. Como outras senadoras, ela pontuou seu discurso com o slogan “nenhum direito a menos”, usado nos protestos contra as reformas.
Desequilíbrio

A desigualdade da representação feminina nos espaços de pode poder foi um dos pontos abordados por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que ocupa no Senado também o cargo de Procuradora Especial da Mulher. Ela disse que o Brasil não pode aceitar “como se fosse normal” que mais da metade do eleitorado seja mulher, mas que elas ocupem apenas 10% do conjunto das vagas nas Câmaras de Vereadores, Assembleias e Congresso. Essa seria uma das piores situações no mundo e, segundo Vanessa, não há avanços porque o poder de promover as mudanças na legislação eleitoral está na mão dos homens.

“Estamos cansadas, porque ninguém ouve as nossas reivindicações, ninguém ouve as nossas falas. E, infelizmente, quando falamos sem que aqueles que detêm o poder nos ouçam, é preciso que falemos mais alto, cada vez mais alto”,ressaltou.

Para exemplificar a resistência em relação a propostas que ampliem a participação das mulheres em funções de poder, Vanessa Grazziotin citou a reunião da CCJ ocorrida pela manhã, quando foram aprovados projetos de interesse das mulheres. Ela disse que o único que não avançou foi exatamente o que reservava uma cadeira para mulher ao Senado, a cada eleição em que estiver em disputa duas vagas, que caberá à candidata com maior votação. Houve pedido de vista de um senador. O senador Paulo Paim (PT-RS) aproveitou para esclarecer que o projeto que reserva uma vaga para candidata mulher ao Senado conta com seu apoio.

Fonte: Com informações da Agência Senado

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